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A Graça da Química > Química da Morte
||A Graça da Química- A fabricação da bomba - Projeto Manhattan
A fabricação da bomba - Projeto Manhattan

  

O Projeto Manhattan, iniciado em 1942, baseava-se na teoria simples, mas não comprovada, de que, se uma massa de 235U ou de plutônio superasse certo valor, explodiria com uma violência devastadora.

Tudo dependia, portanto, da criação dessa massa crítica. Também dependia da possibilidade de se criar essa massa crítica quase instantaneamente, pois a reação em cadeia não leva mais que um milionésimo de segundo para completar-se. Se a criação da massa crítica fosse muito lenta, só se poderia conseguir uma liberação parcial de energia.
 

Parte fundamental da pesquisa científica necessária para o Projeto Manhattan foi realizada em Los Alamos, Novo México, no centro de pesquisa estabelecido em março de 1943, sob direção de Julius R. Oppenheimer.
 

No início, os seus membros eram americanos, mas posteriormente, de acordo com as cláusulas do acordo de Quebec, também participavam cientistas britânicos. (...) em julho de 1944, quando já se dispunha do primeiro lote de plutônio para provas, tornou-se patente que o risco de detonação prematura era muito grande.
 

Isso causou um grande desânimo, porque todo o vasto projeto de produção de 235U e de plutônio não servia para nada se não fosse possível obter as condições necessárias para a detonação. Portanto, a atenção centrou-se em uma técnica alternativa de implosão. (...)
No dia 16 de julho de 1945, no deserto do Novo México, é efetuada uma bem-sucedida explosão, cujos preparativos se fizeram sem pressa, dispondo de amplos meios e um grande número de técnicos, sem nenhum risco de interferências alheias.
 

Entretanto, em condições de combate, a bomba, ao contrário, tinha de ser lançada por um avião B29 e detonada sobre território inimigo em hora e altura predeterminada. Existem, portanto, importantes restrições quanto ao tamanho e ao peso: cada bomba pesava de 4000 kg a 4500 kg e tinha 3 metros de comprimento. A principal diferença era o diâmetro: o da bomba de 235U era de 70 cm, enquanto o da bomba de plutônio era de 152 cm. (...)
 

A velocidade e a magnitude de desenvolvimento do Projeto Manhattan foram impressionantes; o projeto resultou em triunfo tanto para a administração quanto para a ciência e a tecnologia.

Só em Hanford, por exemplo, havia 25 mil homens trabalhando no verão de 1943 e, para alojá-los, foi necessário construir 175 barracões. O ponto culminante foi no dia 16 de julho, quando se deu a primeira explosão atômica na zona de provas de Alamogordo, em Novo México, a uns 250 km ao sul de outro grande campo cientifico, o de Los Alamos, onde foram construídas as bombas.

A energia liberada na explosão foi equivalente à liberada na explosão de 20 mil toneladas de TNT. Foi um momento crucial, pois até então ninguém podia assegurar o sucesso. Como já se explicou, a natureza da bomba atômica não permite avançar nas pesquisas por meio de modelos de pequena escala; forçosamente, era tudo ou nada.
 

Dez dias depois, o presidente Truman, sucessor de Roosevelt havia apenas três meses, deu um ultimato de rendição ao Japão. Tendo sido desprezado, no dia 6 de agosto de 1945, lançou-se sobre Hiroxima uma bomba atômica baseada no 235U; três dias depois, lançou-se sobre Nagasáqui uma bomba baseada no plutônio. No dia 14 de agosto, o Japão se rendeu, pondo fim a uma guerra que tinha convulsionado o mundo inteiro durante seis longos anos.
 

O custo foi de arrepiar: 120 mil mortos nessas duas grandes cidades e conseqüências imprevistas e realmente imprevisíveis a longo prazo. A decisão de empregar a bomba contra o Japão continua sendo considerada muito controvertida, sendo mais sensato deixar aos historiadores do futuro a tarefa de julgá-la desapaixonadamente.
 
No restrito presente contexto, nada se pode fazer, a não ser assinalar agosto de 1945 como um ponto de inflexão: de repente, o mundo inteiro tornou-se consciente de que a tecnologia, independentemente de ser utilizada para o bem ou para o mal, podia alterar, de forma dramática, o curso da história.
 

 

Fonte:

http://www.mundovestibular.com.br/articles/1071/1/A-FABRICACAO-DA-BOMBA---O-PROJETO-MANHATTAN/Paacutegina1.html
 



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